Cada um com seu cada qual.
Texto publicado no jornal "A Bola", na minha coluna "Ferino, mas doce!!!", em 20 de fevereiro de 2006.
Hoje vou defender uma tese que, para quem me conhece, sabe que posso fazer com isenção: Rogério Ceni já para a Seleção Brasileira.
Exatamente: já!!! Pode ser que para a Copa ele não esteja entre os três melhores jogadores nacionais para a posição de goleiro (apesar de eu duvidar que isso aconteça), mas neste momento, francamente, o que mais ele vai precisar fazer para ser convocado por Carlos Alberto Parreira?
Tudo bem, ser o atual campeão paulista pode não ser assim um motivo tão importante. Só que, a partir daí, não dá para contestar seu momento especial (que, diga-se de passagem, nunca foi ruim em tempo algum): campeão da Libertadores e do Mundo pelo São Paulo e também, não vamos nos esquecer, pela própria Seleção Brasileira.
No entanto, alguns lembrarão, que esses são argumentos que poderiam (e devem) ser repartidos com seus companheiros nas duas equipes. É verdade; só que, exatamente na posição de goleiro, tanto as falhas quanto os méritos são extremamente pessoais.
Falhar, Rogério falha como qualquer ser humano normal, mas o nível de acertos é fora do comum. Extraordinário goleiro, o cara ainda pode se dar ao luxo de saber sair jogando como poucos zagueiros do futebol brasileiro e, quem sabe, até de alguns volantes um tanto quanto truculentos que andam por aí. Falar de suas cobranças de faltas e de pênaltis é até covardia.
Mesmo comparado ao grupo da Seleção Brasileira, Rogério pode ser apontado como o melhor batedor da atualidade, incluindo aí Juninho Pernambucano (em minha modesta opinião, um monstro nesse quesito).
Entretanto, fiquemos apenas no gol: Tudo bem que Marcos (em forma) é incontestável para ir a Alemanha. Dida, de confiança para Parreira, o treinador tem direito de levar (apesar de eu não esquecer que, jogando pelo Cruzeiro, ele tomou, numa partida só, cinco gols de Dodô – que coisa!). Mas, a partir daí, chega né?
Julio César, Gomes e outros também são grandes goleiros, mas nós temos três excepcionais goleiros. E, depois, mais quatro anos para achar outros, se assim for preciso.
Por favor Parreira, ninguém está pedindo a camisa de titular, mas justiça: Rogério Ceni é Seleção.
Escrito por Ferino às 19h26


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