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Santos Futebol Clube
Santos Futebol Clube
“Era Pelé”, “Era Meninos da Vila”, “Era Giovanni”, “Era Diego e Robinho”...
Era uma vez uma fila!!!
Seis de novembro de 2005. Ali começava a campanha vitoriosa do Santos Futebol Clube rumo ao seu 16º título de Campeão Paulista, o de 2006. Alguém, menos avisado, poderá dizer: “...novembro de 2005? Mas o campeonato não é de 2006?”. Pois é, mas foi naquele fatídico dia para a torcida santista que começou a virada rumo a esse título esperado há quase 22 anos. Ao levar uma humilhante goleada para o Corinthians por sonoros sete a um, o Peixe sentiu o baque e teve que se mexer. A troca do técnico, sem clima entre os jogadores foi inevitável. A chegada de Vanderlei Luxemburgo soou como um tsunami na Baixada.
O técnico que já havia dado um título ao clube em 97 – Campeão do Torneio Rio-São Paulo, 13 anos após a última conquista (justamente o último título Paulista), chegou fazendo uma revolução. Praticamente mandou embora todo o elenco da temporada passada e trouxe nada mais nada menos do que 17 novos jogadores (a maioria desconhecidos) para esta temporada.
Nem o mais otimista dos santistas poderia supor que, com isso tudo, o Peixe fizesse o que está fazendo. Desde 1984, quando Humberto cruzou a bola para área e Serginho Chulapa cutucou pra dentro do gol do mesmo Corinthians, que o torcedor alvinegro da Vila Belmiro não se sente tão abençoado numa competição estadual.
De vitória em vitória – algumas bem magras, é verdade – o Santos faz uma campanha irrepreensível: perdeu quando podia perder; empatou quando tentava vencer; e venceu mesmo quando não parecia ter forças para vencer. Sem entrosamento, típico de um elenco que se conheceu outro dia, sem uma pré-temporada decente (assim como seus principais rivais ao título), mas com um técnico que tem a capacidade impressionante de fazer um time jogar, com jogadores que se dedicam e não entregam o jogo até o final, com uma torcida que soube reconhecer o momento difícil, sem saudades de tempos recentes, o Santos deste Paulistão 2006 dá uma lição que futebol não se faz só com dinheiro, mas com empenho, dedicação e muito suor.
Desde que o Rei do Futebol parou na década de setenta, os santistas tiveram que se acostumar com o rótulo de “viúvas de Pelé”. De lá para cá, outros casamentos e outros títulos: “viúvas de Aílton Lira”, “viúvas de Juari”, “viúvas de Giovanni”, “viúvas de Diego”, “viúvas de Robinho”, “viúvas de Leão”, e atualmente, “futuras viúvas de Luxemburgo”. Pois é. É melhor ter vários casamentos felizes com separações nem sempre muito tranqüilas, do que nunca ter por quem chorar.
Categoria: Opinião
Escrito por Ferino às 12h52
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Está difícil não falar do Corinthians
Está difícil não falar do Corinthians
Está difícil não falar do Corinthians.
(Texto publicado no jornal "A Bola", em minha coluna "Ferino, mas doce!!!", em 20 de março de 2006)
Até pouco tempo atrás, aqui neste espaço de “A Bola”, eu escrevia exclusivamente sobre o Corinthians. Depois, com a chegada desta coluna, os temas ficaram diversificados. Mas está difícil não falar do Corinthians. E pior: está difícil falar de algo positivo no Timão.
Trabalhando pela reportagem da Rede Gazeta de Televisão e da Rádio Gazeta 890 AM, na última semana, passei boa parte de meu tempo no Parque São Jorge, tentando entender o que acontece no clube de maior torcida do futebol de São Paulo e, segundo as últimas pesquisas, o principal do Brasil nesse quesito.
O maior sonho do clube e de sua torcida – a conquista de uma Libertadores da América – está de novo aí para que o título seja perseguido. Com uma parceria milionária, um elenco fabuloso e a força da Fiel, tudo indicava para, pelo menos, uma busca bem direcionada no objetivo eterno alvinegro.
Pura ilusão. O caldeirão político-administrativo que se transformou a parceria faz do Sport Club Corinthians Paulista um arremedo de time de futebol. Motivo de chacota, desconfiança e gozação a uma torcida que não merece. Está na hora dos conselheiros abrirem os olhos, deixarem de lado seus compromissos furados e admitirem, intimamente, que o clube não suporta mais discussões estéreis. Estéreis sim. Afinal de contas, foram os próprios conselheiros que arrendaram o maior patrimônio do clube – o departamento de futebol – para a MSI. Agora, cumpram-se as palavras de todos até que o contrato acabe. E, para que o problema diminua, o Timão tem pela frente quase um década para fazer um plano de viver seu segundo centenário com forças próprias, que não são poucas, e virar, definitivamente, uma potência do futebol mundial.
Categoria: Opinião
Escrito por Ferino às 12h50
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Dinheiro, desencontros e frustrações alvinegras
Dinheiro, desencontros e frustrações alvinegras
(Texto publicado no jornal "A Bola", em minha coluna "Ferino, mas doce!!!", em 13 de março de 2006)
É impressionante a capacidade que os dirigentes corintianos têm de fazer lambança. A parceria com a MSI - Media Sports Investments é, muito provavelmente, o acordo mais rico da história do futebol brasileiro. Está longe, é claro, do sucesso Palmeiras-Parmalat, mas envolve muito mais recursos em muito menor tempo, até agora. E os resultados são poucos, além de crises gigantescas.
Tudo bem que o título do Campeonato Brasileiro de 2005 foi uma conquista considerável, mas não dá para que a torcida e os investidores se contentem apenas com isso. O Timão precisa de mais... Muito mais!!!
Mesmo com toda as previsões negativas por parte da oposição do clube (além de outras da própria situação de então, como as do ex-vice-presidente de futebol Antônio Roque Citadini), nem o mais pessimista corintianólogo poderia antecipar o mega-desencontro entre Alberto Dualib, presidente do Corinthians, e Kia Joorabchian, todo-poderoso da MSI.
Discussões públicas e “pedidos de cabeças” a quem quisesse ouvir já seriam situações constrangedoras suficientemente fortes para que tudo desse errado, mas a contratação de Marcelinho Carioca por parte do clube, sem a participação de quem detém a administração legal do futebol profissional, encargo da MSI, é o ponto alto de algo que pode adiar mais uma vez o sonho da Libertadores da América. A derrota para o Tigres do México, mesmo acontecendo no território adversário acende uma luz amarela no Parque São Jorge. Tudo pode ir por água abaixo. A comissão técnica é boa, mas está sendo questionada; o elenco é muito bom, mas está perdendo a credibilidade e a torcida é fantástica, mas está é perdendo a paciência...
Escrito por Ferino às 12h44
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