O 1º dia do resto de nossas vidas!
Esta é uma homenagem a um grupo de amigos que aprendi a amar e que faz falta quando não estão comigo.
Para "A Turma do Vale", um beijo de quem adora cada um de vocês.
O 1º dia do resto de nossas vidas
Pena que não deu para todos estarem lá... Pelo menos não fisicamente, porque a toda hora, o “anjinho” Bruno e sua morena-jambo, dançarina de primeira das baladas do marido, Fernanda, eram lembrados e lamentados por não terem ido.
Fábio também esteve presente, quando pensávamos se a “ruiva dele” suportaria o teste de um final de semana no vale. Na minha modesta opinião, Fábio, você fez bem: uma certa distância pode ser bem sadia nessas horas. E foi!!!
Só pra se ter uma idéia, a cada vez que o assunto surgia, aos berros, a capitã Rogéria Nascimento dizia: “Vai desistir? Vai desistir? Pede pra sair zero-um...”, numa clara alusão à dificuldade que a moça teria, talqualmente a sentida ausência da Kellyzinha, para conseguir a pulseirinha do Vale.
Dona Rogéria, a senhora é mesmo uma fanfarrona!!!
Que coisa!!!
O querido e não menos lembrado Germano esteve em Ubatuba... Isso segundo sua porta-voz Dri Lisboa, que garantiu o novo destino de nosso consultor financeiro, que jurava estar na Riviera para o resto do grupo.
A também atual rodo-moça, em ato falho explicado por Sigmund, disse que todos nós havíamos recebido a mensagem do distinto bancário via e-mail do grupo, que deve ter saído direto do celular da prenda, rainha da escola em Porto Alegre. Bah...
Já a baiana Cíntia, todos sabemos, vai ao final de semana que passou. Não... Não há erro nenhum de concordância verbal aí não. Ela vai ao que já passou. Mas deve chegar só para o próximo... Se não der uma moleza no caminho.
“Ô meu rei... Mas lá em Salvador não tem rodízio não, que nem aqui... Só rodízio de abadás e nuguétes de acarajé...”, retruca veementemente (ô palavra cumprida e difícil de falar neguinho...) a soteropolitana (e essa é fácil?!!).
Na chegada ao sítio.... Ôôôôpa!!! Na chegada à casa de campo do Oswaldo, a recém-descoberta filósofa contemporânea Rogéria já mandou a primeira pérola: "Tô me sentindo a Patricinha de Beverly Hills".
Faz sentido.
A casa é um espetáculo. Eu mesmo achava que, a qualquer momento, a Sandra Bullock iria aparecer sem me avisar (ainda bem que não foi... odeio levar sanduíche em banquete).
Até porque não é sempre que os valerianos vêm uma ex-comissária de bordo, ao vivo, passando bronzeador de canela no próprio corpo. "Se crua já é bom, imagina com canela", afirmou, do alto de sua modéstia, a própria Adriana.
Aliás, sempre lembrada pelo seu “co-piloto particular” Rafael, que só tivemos “Bis” em Beverly Hills graças a ele, que pegou no pé tatuado dela no supermercado (em São Paulo, porque era onde a Joyce podia estar, já que não há Carrefour ainda no condomínio Patrimônio do Carmo, em Ibiúna). “Se não fosse eu trazer chocolate, né Dri?”, indagava o aspirante a chofer de avião.
“Pensem num homem bruto minha gente”, mandou em seguida a Rô, falando do Ráfa, nem sabemos ainda direito o porquê...
"Hêlooooooooooooooooooooooo", estridava sempre a inquirida, com o apoio inconteste de sua advogada Dra. Biazinha: “não é?”, numa corruptela da expressão mor, que serve para ela se sair de quase todas as situações, numa absoluta preguiça gramatical: “né?”.
E o pior que isso pega, igual pereba... Né?
Mas num grupo de espíritas, não poderíamos nos sentir sozinhos jamais... Além dos irmãos espirituais, lembrados pela Dri para a Rogéria na já clássica expressão "Abre o olho! Abre o olho!", enquanto a segunda cantava à mesa, com os olhos fechados, toda concentrada na música... O grito, claro, era pra ela não "encorporar", nem “desmembrar”.
E, como eu dizia, além dos irmãos espirituais, a família carnal de Oswaldo (que assistia a tudo praticamente calado, como de costume), acomodada na mansão vizinha, nos assistia como um verdadeiro Big Brother. Mas como se fosse TV digital: com interatividade: "Quem é aquela que grita que nem a Monique Evans?", perguntou o sobrinho do anfitrião, se referindo à Dri. E olhem que o botão de chamar rodo-aero-moça nem havia sido apertado.
Que injustiça.
Com a ausência de nossa passarinha Carol, que anda vendo periquitinho verde, as aves foram tema na observação “profunda” de Rogéria sobre o Ronaldo: “O que é isso? Um bumbum de passarinho?”, perpetrou a moça, que tem know-how para expressar opinião.
Não é?
Aliás, esquecendo que estava praticamente na Califórnia, Rogéria, perguntada pelo próprio Ronaldo sobre a atual safra carente de namorados, respondeu sem preocupar com as crianças que assistiam a tudo da casa ao lado “sapata é aqui, ó!!!”, acompanhada de um gesto característico masculino que, por educação, eu me recuso a tentar explicar...
A pendenga entre os dois, não parou por aí. Ao ver o referido Ronaldo sair da piscina pulando e dançando (ninguém merece), ela partiu pra ignorância (ou para a “gonorãncia”, segundo piada sofrível contada por eu mesmo): “parece um boneco de Olinda”.
Não satisfeita, ao vê-lo arrumando “alguma coisa” por baixo de sua sunga, ela perpetrou mais essa: “tá com cacoete Ronaldo?”.
Logo ele que, na ausência da Cíntia, só tinha olhos para a Maria. Funcionária do Oswaldo que nos tratou como se estivéssemos mesmo em Beverly. E, quando questionado por isso pelas ciumentas valerianas, que querem tudo só pra elas, mandou o seguinte: “Se não fosse o Oswaldo liberar a Maria pra gente, vocês tavam eram na cozinha agora", falando para a Bia, a Dri e a Rogéria na tarde de domingo.
Né?
E por falar em “né?” e por falar em Bia, tomada de uma fúria antropofágica, a moça partiu para “comer” literalmente o meu corpinho. Mordeu feio meu braço direito e quase quebrou a mandíbula porque é músculo puro.
Após ter seu cabelo seguro com força por trás, na minha tentativa de vingança (me engana que eu gosto), ela respondeu tudo o que eu queria, mas me deixando constrangido como nunca... E nem precisou a vaca voar: “Então morde num lugar onde ninguém vai ver”.
Isso será providenciado.
Não é?
Discreto como nunca, e assediado como sempre, depois de acordar no meio da sala de TV, em alta madrugada, sozinho, ao lado apenas da Rogéria, dormindo ambos de frente um para o outro... Mário (aquele), assustado, só pensou no seguinte (isso confessado por ele mesmo): “Meu Deus!!! O que foi que eu fiz?!”, desesperado.
Faz sentido.
Né?
Demonstrando espanto e terror depois de uma noite de pânico, ao saber de tudo isso, Adriana tranqüilizava a todos: "Tô medicada".
Nós acreditamos...
"Já vai, Maria?", perguntou o entristecido Ronaldo quando se aproximava a hora de partir, ao ver sua musa deixar Beverly Hills...
E ela foi...
"Quem veio, veio, quem não veio: Beijo. Tchau.", vaticinou Rogéria, prevendo que o Osvaldo (seu mais novo objeto de desejo e consumo) nunca mais nos convidará para sua "Casa de Campo" em Ibiúna.
"Né, amorzão?", sem nenhuma resposta verbal do moço, que ficou com os olhos arregalados.
Ao sairmos da casa, restavam apenas duas perguntas:
"Cadê o Pedro Bial?", pergunto Adriana decepcionada por não levar o prêmio de um milhão.
“Não é?", concordava a Bia, olhando para os lados...
“Tchá! Tchá! Tchá!
Escrito por Ferino às 18h16
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