Não faz muito tempo, em conversa com grupos de amigos (aconteceu em duas oportunidades), estava eu falando sobre o pagamento da dívida externa brasileira, quando (nas duas vezes) fui ridicularizado por uma desculpável desinformação de alguns.
Na data de hoje (22 de fevereiro de 2008), os principais jornais do Brasil (incluindo os econômicos), dão manchete principal de capa a cerca da resolução do problema "Dívida Externa".
Alguns dias depois da primeira conversa, um dos amigos participantes da discussão enviou a todos os outros que estavam presentes (inclusive este que vos escreve) um texto publicado num site econômico de renome falando sobre a situação da tal dívida que, se estava sendo analisada, era porque ainda existia (um pensamento lógico, porém simplista).
Depois de eu ter contestado o viés do texto de meu colega jornalista, o meu amigo disse-me: "não é a mim que você tem que convencer, mas ao jornalista que escreveu".
Nem precisei: o próprio jornalista é autor de um dos textos publicados hoje falando da resolução do problema.
Peguei análises publicadas hoje a respeito, de todas as matizes ideológicas, e enviei a esses amigos, para não dizerem que eu sou "governista", "petista", "lulista" ou coisa que o valha (rsrs).
Não resta dúvida que, como diria uma outra gozadora, "muito estranho essa história de dívida externa paga"...
É verdade: posso ter me enganado ao usar a expressão "paga". Mas, no mesmo dia, eu tentei (em vão) explicar que o que eu estava querendo dizer era que a Dívida Externa (do jeito que a conhecíamos antigamente) já não era um problema.
Alguns podem perguntar: "mas se a notícia saiu hoje - dia 22 de fevereiro, como é que você havia dito isso lá atrás?".
E eu respondo: como vocês podem ver em texto publicado hoje na Folha, assinado por Vinicius Torres Freire, o "Débito externo já estava sob controle desde 2006, um feito relevante. Mas dívida interna está forte e sacudida".
Ou seja, como jornalista, eu tinha que, no mínimo, estar bem informado sobre um assunto desses. Ainda mais agora trabalhando na área pública.
E é bom que eu me antecipe e diga que eu estava falando apenas da "Dívida Externa". Que não fiz alarde da questão, tal qual o próprio Governo Federal, porque esse é só um dos indicadores do País. Existem outros que estão bons também, mas ainda existem muitos que são péssimos e vergonhosos.
Sendo só, espero uma palavra de cada um: gozar é fácil, difícil é dar duas seguidas!!!
E durma-se com um barulho desses...
Obs.: quem quiser as matérias é só me pedir por e-mail que eu mando, ok?.
Texto, na internet, atribuído a Luís Fernando Veríssimo // Na velha questão sobre a origem da humanidade eu defendo o meio-termo. Um empate entre Darwin e Deus. Aceito a tese darwiniana de que o Homem descende do macaco mas acho que Deus criou a mulher. E nós somos a conseqüência daquele momento mágico em que o proto-homem, deslocando-se de galho em galho pela floresta primeva, chegou na planície de Éden e viu a mulher pela primeira vez. // Imagine a cena. O homem macaco de boca aberta, escondido pela folhagem, olhando aquela maravilha: uma mulher recém-feita. Como Vênus recém-pintada por Botticelli, com a tinta fresca. // Eva espreguiçando-se à beira do Tigre. Ou era o Eufrates? Enfim, Eva no seu jardim, ainda úmida da criação. Eva esfregando os olhos. Eva examinando o próprio corpo. Eva retorcendo-se para olhar-se atrás e alisando as próprias ancas, satisfeita. Eva olhando-se no rio, ajeitando os longos cabelos, depois sorrindo para a própria imagem. // Seus dentes perfeitos faiscando ao sol do Paraíso. E o quase homem babando no seu galho. E, com muito esforço, formulando um pensamento no seu cérebro primitivo. "Fêmea é isso, não aquela macaca que eu tenho em casa." // Há controvérsias a respeito, mas os teólogos acreditam que, quando Eva foi criada por Deus, tinha entre 19 e 23 anos. E ela reinou sozinha no Paraíso por duas luas. E, instruída por Deus, deu nome às coisas e aos bichos. E chamou o rio de rio e a grama de grama e a árvore de árvore e aquele estranho ser que desceu da árvore, e ficou olhando para ela como um cachorro, de Homem. // E quando o Homem sugeriu que coabitassem no Paraíso e começassem outra espécie, Eva riu-se, concordou só para ter o que fazer, mas disse que ele ainda precisaria evoluir muito para chegar aos pés dela. // E desde então temos tentado. Ninguém pode dizer que não temos tentado.
Obrigado por ter me concedido a vida Obrigado na prisão e na saída Obrigado pela dor, pelo carinho Obrigado pelo amor, pelo caminho Obrigado pela luz, pela saúde Se eu não fiz o que eu não quis Não fiz, não pude Quero amor pra todo mundo O tempo inteiro Seja o que for, serei melhor, mais verdadeiro Obrigado, obrigado, Obrigado pela mente, pelo coração Obrigado, obrigado Obrigado pelo sonho e a realização Obrigado pelo lado esquerdo e o direito Obrigado pela qualidade e o defeito Obrigado pelo som, pelo silêncio Obrigado porque eu sinto, porque eu penso Obrigado, obrigado Obrigado pela mente, pelo coração Obrigado, obrigado Obrigado pelo sonho e a realização Obrigado pela luz, pela saúde Se eu não fiz o que não quis Não fiz, não pude Quero amor pra todo mundo O tempo inteiro Seja o que for serei melhor, mais verdadeiro Obrigado, obrigado, Obrigado pela mente, pelo coração Obrigado, obrigado Obrigado pelo sonho e a realização