Ferino, Mas Doce!!!


08/05/2008


Tá na hora... Tá na hora...

Tem hora pra tudo: hora pra começar, hora pra acabar.

E viva a Lei de Destruição!!!

 

            Tem gente que tem medo da morte. Essas pessoas são normais. Afinal quem não tem um mínino de receio daquilo que não temos certeza como é? Ter medo da morte é salutar para manter a vida até o ponto que ela seja necessária ou, diriam outros, desejada.

            Se você parar para pensar com cuidado vai perceber que, como quase tudo no universo, o conceito de “vida” só existe porque existe o conceito de “morte”, ou seja, é como se a uma não pudesse existir sem que houvesse a sua própria negação. Mais ou menos como “claro” e “escuro”...

            Ora, você só consegue explicar o “claro” para quem sabe o que é o “escuro”. E vice-versa (que é outro paradigma de contrários).

            Morrer faz parte da vida.

            Seria muito chato se, eternamente, você soubesse que seja lá o que você fizer, o dia seguinte não será nada mais do que a continuação do dia que se foi. Já assistiu ao filme “Feitiço do Tempo”? Conhece a história do “Dia da Marmota”? Vá no Google e pesquise porque não vou parar o que estou escrevendo para explicar...

            Eu diria que morrer é a confirmação que você esteve vivo.

            Siga esse diálogo:

            “-         Coitadinho... Ele morreu!!! Comenta alguém para outro alguém.

            -           Morreu? Sinal que ele estava vivo. Responde o outro alguém para o alguém.

            Faz sentido (penso eu).

            -           Como assim? Diz de novo alguém, e complementa: - Se ele não tivesse morrido continuaria vivo.

            -           É verdade, mas nunca daria importância a isso. Perpetra o outro alguém.”

            E sou obrigado a ser repetitivo: faz sentido.

            Uma das condições para que o Universo permaneça através dos tempos é a sua condição pendular.

            Se tudo estivesse sempre em perfeito equilíbrio, nada existiria porque as coisas se auto-anulariam. O que vale é a tentativa... A busca pelo equilíbrio. E, de vez em quando, a gente passa por ele. Dá um “oi” e volta a se distanciar dele até que chega a hora de retornar (olha o pêndulo).

            Se algo não chega a um fim é porque não está completo. Não estando completo, está inacabado. Estando inacabado, nunca fará sentido. Mas a Criação faz sentido. E. para fazer sentido, as coisas precisam sim ter um fim. E, quando acabam, se transformam.

            A Lei de Destruição nada mais é do que a constatação de Antoine Laurent Lavoisier: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. As coisas só se renovam porque envelhecem. Só renascem porque morrem. Você só chora porque sabe o que é estar alegre. Você só ama porque sabe a dor da indiferença.

            E durma-se com um barulho desses, né não Jane Duboc?

                   

 

Que Outro Dia Amanheça

 

Jane Duboc

 

Composição: Edson / Terezinha Fagá

 

Antes de fechar a porta e ir embora,
Não me venha dizer que está levando tudo
Que deseja deixar.
Pegue o seu medo e tristeza,
E escreva nas páginas do livro,
Deixado em cima da mesa,
E não se esqueça,
É preciso que um dia se vá,
Pra que outro dia amanheça.

Não se esbarre na louça,
E repare no jardim,
As plantas subindo pro sol.
Nunca deixe de cantar à brisa,
E de voltar quando queira.
Não perca a altura do vôo,
Nem se desvaneça.
O tempo é concreto,
E se você tem pressa,
Não perca a cabeça.
É preciso que um dia se vá,
Pra que outro dia amanheça.

Escrito por Ferino às 18h02
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